Pular para o conteúdo principal

Grand Prix

Faz horas que eu estou para escrever algumas impressões que tive sobre a Seleção Feminina de Vôlei.

Bom, agora que veio o 8º título, fica um pouco mais fácil de fazê-lo, mas vamos lá:

  • Zé Roberto é muito ousado. Ele já tinha sido antes, quando tirou a Mári da posição de oposta e a colocou na ponta, para melhorar nosso potencial de ataque, mesmo sabendo que iria enfraquecer o passe. E agora ele fez mais ainda, tomando a mesma medida com a jovem Natália! Esse é galo!!! O negócio dele é ir pra cima dos adversários! Bom, isso foi realmente muito arriscado e não deu certo em todas ocasiões, pois sobrecarregou a Fabí em muitas ocasiões, porém mostra à nossa equipe e aos adversários, que o time não vem pra brinquedo e isso por si só, já intimida e obriga os outros a ter que jogar mais (e essa pressão geralmente é prejudicial), pois se esperarem nosso erro, vão tomar pancada;
  • Dani Lins tem fundamentos perfeitos, grande precisão e ótimo biotipo, mas ainda testá muito conservadora. Ela tem que botar mais a faca nos dentes, arriscar, ser mais imprevisível. Tem idade e condição técnica pra isso, tomara que com o tempo ela ganhe a confiança de ter esse tipo de atitude;
  • Nossas centrais são espetaculares e tem que ser mais acionadas;
  • Sheilla é a melhor atacante do mundo, não tem outra;
  • A Natália é uma atacante monstro e deixa todo mundo entusiasmado pela sua pouca idade, mas se esquecem que ali onde ela jogou, é posição da Paula Pequeno, que ataca tanto quanto ela e ainda passa, bloqueia e saca um viagem bala, tudo muito melhor que a recém-promovida. Quer dizer, Natália tem lugar certo nas 12, mas Paula, a melhor jogadora de Pequim-2008, só tem uma;
  • A Mári deve ser um porre de mulher. Quando ganhou a Olimpíada, ao invés de comemorar, ficou destilando ranço contra os que duvidavam (com razão, pelo histórico delas em grandes decisões) da seleção. E hoje, só porque o Zé Roberto a trocou pela Natália (com razão, pois ela não estava bem), quando terminou o jogo, nem comemorou, ficando com cara de poucos amigos. Sai pra lá, urubu!!!! Joga muito e jogaria na minha seleção, mas eu tomaria uma vacina contra raiva antes, vai que ela me mordesse...
  • Agora só falta ganhar mais uma Olimpíada e dois Mundiais, aí sim, fica igual ao masculino;
  • Não tem uma mulher que feche o trânsito nessa seleção! Que saudade da Leila e da Ana Paula (se bem que essas nunca ganharam nada, mas pelo menos, eram um colírio nas transmissões...).

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Filme: A Esposa

The Wife EUA 101 min Direção: Elenco: Gleen Close,  Jonathan Pryce, Christian Slater Enquanto viaja para Estocolmo com o marido, que receberá o Prêmio Nobel de Literatura, Joan questiona suas escolhas de vida. Durante os 40 anos de casamento, ela sacrificou seu talento, sonhos e ambições, para apoiar o carismático Joe e sua carreira literária. Assediada por um jornalista ávido por escrever uma escandalosa biografia de Joe, agora Joan enfrentará o maior sacrifício de sua vida e alguns segredos enterrados finalmente virão à tona. Gosto de filmes que começam de um modo e aos poucos vão se revelando e mudando as expectativas iniciais da trama. Este é um deles.  Um roteiro cheio de sutilezas, bem dirigido e potencializado por ótimas atuações, em especial, claro, da Gleen Close. Olivia Colman foi bem em A Favorita, mas nem perto do desempenho da protagonista deste filme aqui. Tanto as palavras quanto os silêncios dela dizem tudo. Performance sensacional, mesmo. ...

Filme: Larry Crowne - O Amor Está de Volta

Larry Crowne EUA, 2011 - 98 min Comédia / Romance Direção: Tom Hanks Elenco: Tom Hanks, Julia Roberts, Bryan Cranston, George Takei, Cedric 'The Entertainer' Quando dois, nem digo super, mas sim, mega-astros se unem para estrelar um filme, o senso comum diz que ele deve ser no mínimo, interessante. Hã... não. Larry Crowne não é bom, não. A trama é a seguinte: depois de ser demitido, o amável Larry Crowne volta para a faculdade, onde se apaixona por sua professora casada. Uma historinha mixuruca, Tom Hanks atuando como se fosse Forrest Gump 2 e Julia Roberts no papel mais chato de sua vida. Pelo menos Hanks, mesmo com um roteiro fraco em mãos, mostra uma ótima mão para dirigir em um incrível hiato de 15 anos sem praticar a habilidade em longas (só havia dirigido o ótimo The Wonders do distante 1996). E o grande George Takei (o eterno Sulu de Star Trek) rouba a cena todas as vezes em que surge na tela. Genial. Até dá pra assistir, mas só se não tiver nada, mas bota nada realmen...

Filme: Juntos Pelo Acaso

Life As We Know It EUA, 2010 - 115 min. Comédia/Drama/Romance Direção: Greg Berlanti Elenco: Katherine Heigl, Josh Duhamel, Josh Lucas, Christina Hendricks, Jean Smart Tá ficando muito brabo assistir comédias românticas yankees. É tudo tão padronizado que chega a irritar. Tudo bem que se eu fosse produtor e me dissessem que eu gastaria uns U$ 20 milhões e arrecadaria fácil, o dobro ou mais que isso com um filme que já vem com uma fórmula certeira - casal-principal-não-se-dá-bem-porém-depois-veem-que-são-feitos-um-pro-outro-mas-brigam-a-20-min-do-final-mas-acabam-ficando-juntos , talvez eu gostasse da ideia. Mas sendo espectador, é um saco ver sempre a mesma coisa. Salvo raras exceções como os filmes da Nancy Meyers (sim, sou homem, mas gosto dos filmes dela...) que primam pela esperteza de diálogos e uma maior sensibilidade, ou por outros como A Proposta , que foi extremamente engraçado, a grande maioria da produção deste gênero está sendo muito chato de aguentar. Esse Juntos Pelo Acas...