Hoje a tarde, depois de dois longos meses de internação por diversas complicações de saúde, terminou o sofrimento do meu vôzão Osvaldo. Antes de mais nada procurei não ficar triste, pois tenho absoluta certeza que agora ele está indo para um lugar melhor, onde ele estará sob os cuidados de amigos que o farão continuar sua caminhada com todo carinho que ele merece. Entretanto, meu coração fica apertado, pois uma saudade imensa e instantânea toma conta de mim, por saber que ficarei por ora, sem poder gozar da companhia (mesmo que eventual, como era a nossa em cidades distantes) de alguém que me foi tão especial. Afinal, meu vô foi o cara que me ensinou a jogar snooker lá na casa dele - onde para fazer churrasco e juntar a família não precisava de nenhuma data comemorativa, apenas o prazer de estar entre os seus. Era ele que na sua chácara não me deixava andar a cavalo, pois tinha medo que eu, professor de Educação Física, que dependo do meu corpo para viver, me machucasse de alguma manei...
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