Pular para o conteúdo principal

Filme: Aquiles e a Tartaruga

Akires to Kame
Japão, 2008 - 119 min
Comédia
Direção:
Takeshi Kitano
Elenco: Beat Takeshi, Kanako Higuchi, Yurei Yanagi, Reo Yoshioka

Filme... diferente.

Quais são as histórias que gostamos de ouvir? Geralmente, aquelas que tem algum fundo onde se pode tirar alguma lição, ou que mostrem personagens interessantes, etc.

Esse Aquiles e a Tartaruga meio que subverte esses princípios. Ele nos dá um personagem sem habilidade alguma, senão a de ser absolutamente teimoso em executar algo que não possui o dom - no caso, o da pintura (o paradoxo utilizado sobre Aquiles, o heroi mítico e uma tartaruga, conduz toda narrativa).

Atravessamos a vida dele, desde a infância, até a maturidade sem que nisso se possa ter um desfecho significativo - pelo menos em nível dramático. Na verdade, o filme é tragicômico. Uma das coisas que acredito, é no trabalho e esforço serem recompensados sempre. Porém, dá uma angústia ver essa energia toda sendo empregada em coisas tão estúpidas, como no filme. Claro que essa era a intenção do (muito bom) diretor, nos mostrar o quanto alguém pode ir adiante por um sonho.

O problema é que no fim das contas a gente termina e diz: tá, e aí? Não vai acontecer nada?

Talvez o final responda a essas perguntas de um jeito peculiar e terá sentido para muitos. Particularmente, compreendi o que queriam dizer, mas me acrescentou nada.

Era bem recomendado pelo Omelete (4 ovos), mas não achei o bicho. Legalzinho, mas insuficiente.

Nota: 5,5

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Filme: A Esposa

The Wife EUA 101 min Direção: Elenco: Gleen Close,  Jonathan Pryce, Christian Slater Enquanto viaja para Estocolmo com o marido, que receberá o Prêmio Nobel de Literatura, Joan questiona suas escolhas de vida. Durante os 40 anos de casamento, ela sacrificou seu talento, sonhos e ambições, para apoiar o carismático Joe e sua carreira literária. Assediada por um jornalista ávido por escrever uma escandalosa biografia de Joe, agora Joan enfrentará o maior sacrifício de sua vida e alguns segredos enterrados finalmente virão à tona. Gosto de filmes que começam de um modo e aos poucos vão se revelando e mudando as expectativas iniciais da trama. Este é um deles.  Um roteiro cheio de sutilezas, bem dirigido e potencializado por ótimas atuações, em especial, claro, da Gleen Close. Olivia Colman foi bem em A Favorita, mas nem perto do desempenho da protagonista deste filme aqui. Tanto as palavras quanto os silêncios dela dizem tudo. Performance sensacional, mesmo. ...

Filme: Moneyball - O Homem Que Mudou o Jogo

Moneyball EUA, 2011 - 132 min Drama Direção: Bennett Miller Elenco: Brad Pitt, Jonah Hill, Philip Seymour Hoffman, Robin Wright Adaptação do livro Moneyball: The Art of Winning An Unfair Game . Conta a história de um gerente de um pequeno time de basebol que revolucionou o esporte ao trazer um sofisticado programa de estatísticas feitas em computador para o clube. Assim, ele conseguiu fazer com que sua equipe ficasse entre as melhores no início do século. Filme de esporte padrão, talvez mais interessante por ter um envelhecido Brad Pitt (agora sim, já aparentando no rosto os seus quase 50 anos, embora tenha corpo de 25...) do que pela sua história verídica, que não passa de interessante, apenas. Boas atuações, tudo certinho, inclusive está indicado a Melhor Drama do vindouro Globo de Ouro, mas nesse gênero, já vi inúmeros melhores (o que me dá uma ideia boa para o próximo Lista ...). Nota: 7,0 Cotação no IMDb: 7.9 (18.500 votos) Trailer legendado

Festival Hitchcock - Últimas Grandes Obras: "Cortina Rasgada"

Cortina Rasgada Torn Courtain EUA, 1966 - 128 min Suspense Direção: Alfred Hitchcock Elenco: Paul Newman, Julie Andrews Esse filme foi o último de Hitch a ter um grande elenco (dizem que ele ficou indignado de pagar U$ 750 mil para cada um dos protagonistas) e também o que marcaria, o fim de uma parceria histórica. O grande compositor Bernard Herrmann, aqui atacou de escritor e foi o autor do primeiro roteiro deste filme. Só que o texto foi tão, mas tão mexido, que liquidou com a relação entre os dois gênios. Inclusive Paul Newman, que gostava de discutir seus filmes com os autores, enumerou vários problemas nele para Hitchcock, o que foi mais um motivo de atrito na produção. Hitch também não era dos maiores apreciadores de que Julie Andrews estrelasse o filme. Segundo ele, o público esperaria que ela, recém-oscarizada por Mary Poppins, fosse cantar a qualquer momento... Entretanto, na minha opinião, o filme é muito bom, com o par central - especialmente Newman - dando um show na pele ...