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Colorado

Acabei não comentando o jogo em que o Inter se classificou em cima do Banfield, por profusão de outras coisas a fazer, mas vamos lá.

O Fossati fez uma coisa - que eu faria também - e que o Tite não fez ano passado, quando na final da Copa do Brasil, também precisava tirar uma diferença de dois gols: se preocupou, antes de mais nada, em não tomar nenhum.

Corretíssimo. Se tivesse levado algum gol (como o Tite, ano passado), a tarefa seria absolutamente mais difícil.

Viram, eu também sei ver as bolas dentro do cara...

Tática acertada e execução idem. O time marcou como louco e ainda conseguiu chegar algumas vezes à frente.

Em cinco chegadas boas ao gol, fez dois, o que precisava. E não deu praticamente, nenhuma chance ao adversário de chegar perto do gol do Pato.

É pouco? Talvez, para um time da grandeza do Inter, sim, mas na atual conjuntura, era o necessário.

E o D'Alessandro? Sou um contumaz crítico do futebol e do comportamento do argentino, mas quinta ele teve uma das suas melhores atuações com a nossa camisa, lembrando o seu desempenho da Sul-Americana de 2008, seu melhor momento aqui.

Se jogar sempre assim, me serve, mas depois de passar quase um ano e meio só engambelando, com brilhantismos muito esporádicos, tenho o meu pé bem atrás com ele...

Agora, contra o timaço do Estudiantes, o buraco vai ser muito mais embaixo. É praticamente o time que fez o Barcelona suar sangue para ser campeão mundial.

Na minha opinião, é o time mais forte da América, pois tem uma marcação absurda e muita qualidade também, além de ser comandado por um extra-classe: Verón.

Páreo duríssimo para qualquer time do mundo.

Agora, se o Inter passar por eles, como já fez em 2008, arruma a cozinha.

E com o hiato da Copa, mais os reforços que devem vir, o Colorado se torna forte candidato, sim senhor.

Aí, cala a boca comentarista, porque o Fossati vai ser o cara...

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