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Filme: Hunger

RU, 2008 - 96 min
Drama
Direção: Steve McQueen
Elenco: Michael Fassbender, Liam Cunningham, Stuart Graham, Laine Megaw, Brian Milligan


Lendo um pouco sobre X-Men: First Class, vi que na filmografia do novo e excelente Magneto, Michael Fassbender havia um filme dirigido por Steve McQueen, no qual ele e o diretor estreiante tinham sido muito elogiados e resolvi conferir.

Fato é que o McQueen da vez, é apenas um homônimo do famoso protagonista de Bullit - também pudera, ele morreu há 31 anos atrás... -, mas no entanto, se trata de um baita diretor (ganhou o prêmio de melhor diretor iniciante em Cannes, 2008).

E Fassbender, bem, este cara é um texto a parte.

No papel de Bobby Sands, integrante do IRA que está preso e resolve promover uma greve de fome coletiva em busca de direitos que acredita serem justos, ele dá um show.

Fora a grande interpretação emocional, ele ainda conseguiu aliar a uma atuação física impressionante, nos moldes da de Christian Bale em O Operário. Chega a dar um calafrio de ver todos aqueles ossos saltados, parecendo que vão quebrar a qualquer momento (além disso, a ótima maquiagem também dá um upgrade na aflição da plateia).

A condução do filme, sem nenhuma trilha sonora (apenas nos momentos de devaneio de Sands) dá um ar solene ao filme, algo que não nos deixa nenhum momento de descanso.

O grande problema do filme é que é difícil torcer pelos personagens. Para quem não sabe, o IRA foi (encerrou sua luta armada em 2005) uma entidade terrorista que promoveu o horror no Reino Unido principalmente nos anos 80. E como diz uma fala reproduzida de Margaret Tatcher no filme, "Não existe assassinato político. Existe assassinato."

Eu, particularmente, não consigo ver na greve de fome de Sands um ato de bravura. Vejo uma pessoa desesperada, com noção distorcida da realidade e que usou do expediente da violência para tentar alcançar seus ideais. É o legítimo caso em que os fins por mais justos que sejam, jamais justificam os meios.

Mas como já foi dito, Hunger foi uma bela escola para Fassbender fazer o memorável Magneto que fez. Nesse caso, certamente, qualquer semelhança não é mera coincidência.

Nota: 7,0

Cotação no IMDb: 7.6 (10.084 votos)

Trailer sem legendas


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