Pular para o conteúdo principal

Vivos

A dupla Grenal mandou muito bem ontem e se credencia a sonhar um pouco mais alto.

Se o Inter queria chegar bem no fim do ano para o Mundial, agora continua na difícil briga pelo título.

O Grêmio que lutava contra a ameaça do rebaixamento, hoje se atreve a sonhar até com uma das vagas para a Libertadores (aí, só acredito se forem as 4 vagas originais, com três apenas, duvido que Flu, Corinthians e Cruzeiro despenquem tanto assim).

O Inter cresce em jogos grandes e neste domingo não foi diferente. Jogou mais que o Timão e se fez um gol nos acréscimos, também levou um, então fica tudo igual.

Claro que o Corinthians jogou de igual para igual, meteu duas bolas na trave, e talvez o resultado mais natural fosse o empate. Entretanto, não dá pra dizer que o Inter não mereceu vencer (diferente do Coringão que ganhou do Santos semana passada com um gol impedido), pois jogou muito bem e criou mais chances de marcar, fora os gols.

Pena o Inter ter três jogadores tão bons mas da mesma posição, Tinga, D'Alessandro e Giuliano, todos meias-armadores. Falta um meia goleador, como o Alex ou um Diego Souza.

O time tem essa questão do toque de bola refinado por causa deles, mas também não tem incisividade, como toque que o Santos mostrava no 1º semestre tinha, pois jogava com um meia (Ganso) e dois atacantes (Robinho e Neymar) nessa segunda linha de meio-campo.

Mas com essa característica, o time acaba se defendendo com a bola no pé, o que é muito melhor. Não toma gols e ainda é o único com chance de fazê-los.

Aí, o que acontece é o seguinte. Se o Inter sai ganhando, depois fica tocando, tocando até achar espaços para fazer mais e dificilmente toma o empate.

Só que se sai perdendo, aí o outro time se fecha, como fizeram Cruzeiro e Atlético-PR, e o nosso toque de bola não tem o poder de perfuração necessário para quebrar uma retranca.

Se eu fosse treinador continuaria com este modelo, que para iniciar partidas é ótimo, mas treinaria uma opção mais arriscada com apenas um volante (Guinazú, óbvio) e mais um atacante, para quando o time precisasse desempatar ou virar partidas.

De qualquer maneira, o time está bem estruturado e vai fazer bonito até o fim do ano.

E o Grêmio, me parece mais time que a maioria dos que estão na frente dele e até me arrisco a dizer que chegará na frente de São Paulo(9º), Palmeiras (8º), Atlético-PR (7º) e vai brigar taco a taco com o Botafogo (5º).

O grande azar tricolor vai ser se for confirmada mesmo, a perda da 4ª vaga do Brasileirão para a Libertadores. Aí, não creio ser possível a obtenção da vaga.

De qualquer maneira, o Renato na base da motivação e destemor conseguiu botar o time pra frente e começa a ganhar jogos fora de casa, um flagelo dos últimos tempos na Azenha.

E ele conseguiu recuperar uns caras irregulares, como Rochemback e Douglas, fazendo-os jogar para o time e misturando-os com alguns guris e outros recém-contratados como Gabriel e Wilson, tem dado certo.

Renato está saindo melhor que a encomenda (se só tirasse o time do Z-4, a direção já estaria contente, pois o pavor de um 3º rebaixamento seria demais para os corações tricolores...).

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Filme: A Esposa

The Wife EUA 101 min Direção: Elenco: Gleen Close,  Jonathan Pryce, Christian Slater Enquanto viaja para Estocolmo com o marido, que receberá o Prêmio Nobel de Literatura, Joan questiona suas escolhas de vida. Durante os 40 anos de casamento, ela sacrificou seu talento, sonhos e ambições, para apoiar o carismático Joe e sua carreira literária. Assediada por um jornalista ávido por escrever uma escandalosa biografia de Joe, agora Joan enfrentará o maior sacrifício de sua vida e alguns segredos enterrados finalmente virão à tona. Gosto de filmes que começam de um modo e aos poucos vão se revelando e mudando as expectativas iniciais da trama. Este é um deles.  Um roteiro cheio de sutilezas, bem dirigido e potencializado por ótimas atuações, em especial, claro, da Gleen Close. Olivia Colman foi bem em A Favorita, mas nem perto do desempenho da protagonista deste filme aqui. Tanto as palavras quanto os silêncios dela dizem tudo. Performance sensacional, mesmo. ...

Filme: Moneyball - O Homem Que Mudou o Jogo

Moneyball EUA, 2011 - 132 min Drama Direção: Bennett Miller Elenco: Brad Pitt, Jonah Hill, Philip Seymour Hoffman, Robin Wright Adaptação do livro Moneyball: The Art of Winning An Unfair Game . Conta a história de um gerente de um pequeno time de basebol que revolucionou o esporte ao trazer um sofisticado programa de estatísticas feitas em computador para o clube. Assim, ele conseguiu fazer com que sua equipe ficasse entre as melhores no início do século. Filme de esporte padrão, talvez mais interessante por ter um envelhecido Brad Pitt (agora sim, já aparentando no rosto os seus quase 50 anos, embora tenha corpo de 25...) do que pela sua história verídica, que não passa de interessante, apenas. Boas atuações, tudo certinho, inclusive está indicado a Melhor Drama do vindouro Globo de Ouro, mas nesse gênero, já vi inúmeros melhores (o que me dá uma ideia boa para o próximo Lista ...). Nota: 7,0 Cotação no IMDb: 7.9 (18.500 votos) Trailer legendado

Filme: A Origem

Inception EUA / Reino Unido , 2010 - 148 min Ficção Científica / Ação Direção: Christopher Nolan Elenco: Leonardo DiCaprio, Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt, Marion Cotillard, Ken Watanabe, Tom Hardy, Cillian Murphy, Tom Berenger, Dileep Rao, Michael Caine, Lukas Haas, Pete Postlethwaite Christopher Nolan conseguiu novamente. Ele executou uma obra sem precedentes na história do cinema (como já havia feito com O Cavaleiro das Trevas ), um filme de elementos tão intrincados que jamais houve algo parecido. É o tipo de filme que o pretensioso David Linch sempre quis fazer e nunca teve alcance para tal. É uma doideira total, mas com uma linha concreta, tendo início, meio e fim (e que fim!), diferentes das viagens do diretor do medonho e sem nexo, Império dos Sonhos . Parece uma obra inconcebível do ponto de vista prático, pois é tão complexo, com tantas ações oníricas acontecendo simultaneamente que para o público e o próprio diretor se perderem, seria muito fácil. E claro, como Nolan é um...