Pular para o conteúdo principal

Filme: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2

Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2
Reino Unido/EUA , 2011 - 130 min.
Aventura/Fantasia
Direção: David Yates
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Ralph Fiennes, Michael Gambon, Alan Rickman, Matthew Lewis, Evanna Lynch, Helena Bonham Carter, Bonnie Wright, Maggie Smith, Jim Broadbent, David Thewlis, Julie Walters, Mark Williams, James Phelps, Oliver Phelps, Natalia Tena, Emma Thompson


E chegou ao fim.

Muita gente torce o nariz pois por ser um sucesso de público tão avassalador, as séries Harry Potter, livros e filmes, podem parecer apenas popuralescos, como tantos outros Crespúsculos da vida, que não chegam aos pés da obra de J. K. Rowling, tanto em forma, quanto em conteúdo.

Entretanto, para quem leu e assistiu, tem certeza do engano que essa generalização traz. Não é nenhum exagero cravar a história do bruxinho contada em 7 livros e 8 filmes como um marco da cultura pop mundial.

Os elementos fantásticos de magia são apenas acessórios para uma trama complexa, que vai a fundo na alma de cada um dos diversos personagens tratados, além de ser costurada com rara habilidade por sua autora, dando suspense e encadeamento perfeitos, capítulo a capítulo.

Um grande enredo, mas sempre entremeado com tramas que se fechavam a cada livro/filme, não dando nunca aquela impressão chata de que ficou faltando algo - talvez isso só possa ser dito entre os livros 6 e 7, pois são praticamente gêmeos, mas mesmo assim, dá perfeitamente para perceber quando um se fecha e o outro começa uma nova jornada (a morte de um célebre personagem neste trecho não deixa dúvidas quanto a isso...).

Para melhor aproveitar o tão aguardado desfecho, resolvi encarar todos os filmes na corrida para não perder nenhum detalhe (são tantos personagens, nomes, poderes, que é realmente difícil acompanhar tudo se não estiver fresquinho na memória; alguns elementos que são citados lá no final, ainda são referentes ao primeiro trabalho...) e vou dar uma palhinha rapidinha sobre cada um:

HP e a Pedra Filosofal: Com Chris Columbus, um bom diretor de "filmes para a família" ele acerta no tom de fascínio com o mundo fantástico de Hogwarts e com uma bilheteria monstruosa, ganha o mundo. Mas mesmo assim, alguns dos elementos menos infantis já estão lá, como os maus-tratos dos tios de Harry e a morte violenta dos seus pais não deixam dúvidas do que virá pela frente.

HP e a Câmara Secreta: novamente com Columbus e uma trama ainda melhor, o filme insere novos elementos e já trava a primeira e grande batalha entre Harry e Voldemort, o qual aqui conhecemos pelo real nome.

HP e o Prisioneiro de Azkaban: O bicho (quem viu, sabe o porquê do trocadilho) pegou. Nas mãos de Alfonso Cuarón, virou um tenso suspense sobrenatural, com direito a uma virada genial no que deveria ser o final da trama. Escada acima.

HP e o Cálice de Fogo: agora com Mike Newell, talvez a trama mais bem elaborada de todas, com o despertar das paixões adolescentes, a disputa do torneio tribruxo e um clímax que sepulta de vez a brincadeira. Perfeito em todos os aspectos e talvez o melhor de todos os filmes.

HP e a Ordem da Fênix: já com David Yates no comando, o cara que teve a honra e merecimento total de dirigir todos os 4 últimos filmes, a sexualidade aflora e os primeiros beijos da série aparecem. Além disso, a emocionante formação de contra-ataque dos alunos à ameaça de Voldemort começa e em mais um final matador, as coisas começam a ganhar seu sentido mais amplo.

As resenhas completas do HP 6 e do HP 7.1 já são conhecidas da galera aqui do blog.

Quanto a este 7.2, ele finaliza com extrema eficiência a saga de Rowling. Alguns aspectos dos livros obviamente foram suprimidos e outros não tiveram o merecido destaque por motivos óbvios. Embora haja essa necessária condensação de detalhes para o meio cinematográfico, mas isso não diminui a intensidade da excepcional trama principal.

Claro que para quem leu os livros há muito mais informações para tudo o que acontece e é bem mais legal assistir depois de ter apreciado os escritos - no meu caso, li os dois últimos apenas, mas certamente pela amostra qualificada, recomendo de olhos fechados, a leitura de toda a série.

Pena que terminou. Vai deixar saudades.

E por ser uma série que me agradou tanto, a nota nem vai para este (excelente) último capítulo e sim, para o conjunto da obra.

Nota: 10!

Cotação no IMDb: 8.6 (45.851 votos)

Trailer legendado




E claro, com a conclusão da saga, lá vai um CinematoGráfico preciso para o bruxinho multimilionário:


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Filme: A Esposa

The Wife EUA 101 min Direção: Elenco: Gleen Close,  Jonathan Pryce, Christian Slater Enquanto viaja para Estocolmo com o marido, que receberá o Prêmio Nobel de Literatura, Joan questiona suas escolhas de vida. Durante os 40 anos de casamento, ela sacrificou seu talento, sonhos e ambições, para apoiar o carismático Joe e sua carreira literária. Assediada por um jornalista ávido por escrever uma escandalosa biografia de Joe, agora Joan enfrentará o maior sacrifício de sua vida e alguns segredos enterrados finalmente virão à tona. Gosto de filmes que começam de um modo e aos poucos vão se revelando e mudando as expectativas iniciais da trama. Este é um deles.  Um roteiro cheio de sutilezas, bem dirigido e potencializado por ótimas atuações, em especial, claro, da Gleen Close. Olivia Colman foi bem em A Favorita, mas nem perto do desempenho da protagonista deste filme aqui. Tanto as palavras quanto os silêncios dela dizem tudo. Performance sensacional, mesmo. ...

Para começar bem a semana

Vídeo quadrinho e bagaceiro, que pra variar, chupei do Sonâmbulo Suicida , sobre um dos jogos que mais curti nos bons tempos de Super Nintendo: é o funk do Mortal Kombat!

Filme: Larry Crowne - O Amor Está de Volta

Larry Crowne EUA, 2011 - 98 min Comédia / Romance Direção: Tom Hanks Elenco: Tom Hanks, Julia Roberts, Bryan Cranston, George Takei, Cedric 'The Entertainer' Quando dois, nem digo super, mas sim, mega-astros se unem para estrelar um filme, o senso comum diz que ele deve ser no mínimo, interessante. Hã... não. Larry Crowne não é bom, não. A trama é a seguinte: depois de ser demitido, o amável Larry Crowne volta para a faculdade, onde se apaixona por sua professora casada. Uma historinha mixuruca, Tom Hanks atuando como se fosse Forrest Gump 2 e Julia Roberts no papel mais chato de sua vida. Pelo menos Hanks, mesmo com um roteiro fraco em mãos, mostra uma ótima mão para dirigir em um incrível hiato de 15 anos sem praticar a habilidade em longas (só havia dirigido o ótimo The Wonders do distante 1996). E o grande George Takei (o eterno Sulu de Star Trek) rouba a cena todas as vezes em que surge na tela. Genial. Até dá pra assistir, mas só se não tiver nada, mas bota nada realmen...