Pular para o conteúdo principal

Filme: O Pecado de Todos Nós

Reflections in a Golden Eye
EUA, 1967 - 109 min
Drama
Direção: John Huston
Elenco: Marlon Brando, Elizabeth Taylor, Brian Keith, Julie Harris


Recomendação do meu amigo D.T.S no seu Resenha de Filmes.

E mesmo vendo que a trama não guardava filme tão usual, resolvi conferir, afinal, ver Marlon Brando e Liz Taylor dirigidos por John Huston dá alguma credencial ao filme, não?

Mas como diz a sucinta sinopse do IMDb é um "conto bizarro de sexo, traição e perversão num posto militar", o que provavelmente não deva ser indicação para todos os gostos.

O filme se passa em um forte militar nos anos 40, onde moram oficiais e esposas, recrutas, traçando todo um enredo de relações complexas entre eles. Questões como homossexualidade reprimida e fetiches são abordadas de uma maneira muito ousada para a época em que foi feito. Talvez por isso, tenha sido um filme que as pessoas tenham preferido esquecer - admito minha ignorância, jamais tinha ouvido falar dele.

A direção de Huston é excelente e contando com uma fotografia inusitada, com todas as cores puxando para o dourado, tira atuações excelentes de todo o elenco, especialmente Brando, de longe o personagem mais rico e interessante. No entanto, o filme não chega a contar uma história propriamente dita, ele se centra nos personagens e como eles interagem entre si, um aspecto que já ressaltei em outras ocasiões, não é muito meu estilo.

Filme interessante, mas mesmo dirigido por um dos grandes da história e possuir um par central como poucos filmes já tiveram, certamente não é de fácil digestão.

Nota: 6,0

Cotação no IMDb: 6.8 (2.284 votos)

Para assistir a uma cena bastante emblemática do filme, onde Liz Taylor confronta e humilha seu marido, o major Brando, clique aqui.

Comentários

D. T. S. disse…
Que pelo menos fique claro que eu não disse que era de fácil digestão.
rs

Dentro da proposta do filme, acho excelente.

Abraços.

Postagens mais visitadas deste blog

Filme: A Esposa

The Wife EUA 101 min Direção: Elenco: Gleen Close,  Jonathan Pryce, Christian Slater Enquanto viaja para Estocolmo com o marido, que receberá o Prêmio Nobel de Literatura, Joan questiona suas escolhas de vida. Durante os 40 anos de casamento, ela sacrificou seu talento, sonhos e ambições, para apoiar o carismático Joe e sua carreira literária. Assediada por um jornalista ávido por escrever uma escandalosa biografia de Joe, agora Joan enfrentará o maior sacrifício de sua vida e alguns segredos enterrados finalmente virão à tona. Gosto de filmes que começam de um modo e aos poucos vão se revelando e mudando as expectativas iniciais da trama. Este é um deles.  Um roteiro cheio de sutilezas, bem dirigido e potencializado por ótimas atuações, em especial, claro, da Gleen Close. Olivia Colman foi bem em A Favorita, mas nem perto do desempenho da protagonista deste filme aqui. Tanto as palavras quanto os silêncios dela dizem tudo. Performance sensacional, mesmo. ...

Filme: Moneyball - O Homem Que Mudou o Jogo

Moneyball EUA, 2011 - 132 min Drama Direção: Bennett Miller Elenco: Brad Pitt, Jonah Hill, Philip Seymour Hoffman, Robin Wright Adaptação do livro Moneyball: The Art of Winning An Unfair Game . Conta a história de um gerente de um pequeno time de basebol que revolucionou o esporte ao trazer um sofisticado programa de estatísticas feitas em computador para o clube. Assim, ele conseguiu fazer com que sua equipe ficasse entre as melhores no início do século. Filme de esporte padrão, talvez mais interessante por ter um envelhecido Brad Pitt (agora sim, já aparentando no rosto os seus quase 50 anos, embora tenha corpo de 25...) do que pela sua história verídica, que não passa de interessante, apenas. Boas atuações, tudo certinho, inclusive está indicado a Melhor Drama do vindouro Globo de Ouro, mas nesse gênero, já vi inúmeros melhores (o que me dá uma ideia boa para o próximo Lista ...). Nota: 7,0 Cotação no IMDb: 7.9 (18.500 votos) Trailer legendado

Festival Hitchcock - Últimas Grandes Obras: "Cortina Rasgada"

Cortina Rasgada Torn Courtain EUA, 1966 - 128 min Suspense Direção: Alfred Hitchcock Elenco: Paul Newman, Julie Andrews Esse filme foi o último de Hitch a ter um grande elenco (dizem que ele ficou indignado de pagar U$ 750 mil para cada um dos protagonistas) e também o que marcaria, o fim de uma parceria histórica. O grande compositor Bernard Herrmann, aqui atacou de escritor e foi o autor do primeiro roteiro deste filme. Só que o texto foi tão, mas tão mexido, que liquidou com a relação entre os dois gênios. Inclusive Paul Newman, que gostava de discutir seus filmes com os autores, enumerou vários problemas nele para Hitchcock, o que foi mais um motivo de atrito na produção. Hitch também não era dos maiores apreciadores de que Julie Andrews estrelasse o filme. Segundo ele, o público esperaria que ela, recém-oscarizada por Mary Poppins, fosse cantar a qualquer momento... Entretanto, na minha opinião, o filme é muito bom, com o par central - especialmente Newman - dando um show na pele ...