Pular para o conteúdo principal

Old, but Gold - 07/08/2011


De saco cheio da maioria dessas comédias românticas atuais, todas meio que padronizadas, naquele esqueminha casal-se-conhece-se-apaixona-briga-faltando-vinte-minutos-para-o-fim-do-filme-mas-fica-junto-no-final, resolvi buscar uma antiguidade de respeito para botar ordem na casa.

Audrey Hepburn ganhou o Oscar por este filme e não poderia ser por menos. Ela e o grande Gregory Peck constroem uma química perfeita, das melhores que já vi no gênero.

E ainda por cima tem a batuta do espetacular William Wyler - também diretor das obras-primas O Morro dos Ventos Uivantes e Ben-Hur. Só podia dar boa coisa.

Foi indicado para 10 Oscars incluindo Melhor filme, mas ganhou apenas 3: Melhor Atriz, melhor figurino e roteiro original.

Houve a ideia de se realizar uma continuação do filme nos anos 70 (e a premissa era ótima, mas é spoiler para quem não viu este aqui, então não posso contar...), mas a ideia nunca saiu do papel.

Que pena.

Roman Holiday
EUA, 1953 - 118 min
Romance
Direção: William Wyler
Elenco: Audrey Hepburn


Uma princesa irritada com o supercontrole que vive, decide durante uma visita à Roma, fugir na calada da noite. Nas ruas da capital italiana, ela acaba se envolvendo com um jornalista que, inicialmente, pretende se aproveitar da situação para dar um "furo" mas, claro que as coisas não acontecem como ele imagina.

Tudo é ótimo no filme: o elenco, a direção, as falas, cenários, trilha sonora... Audrey Hepburn é uma das atrizes antigas mais lindas (no meu ranking, ela, Liz Taylor e Grace Kelly são pódio fácil), além de excepcionalmente talentosa, o que dá um upgrade a qualquer produção. E Gregory Peck com seu charme que mistura sarcasmo com bom-mocismo, não fica atrás, forma uma linha de frente de respeito com ela.

Divertido e levíssimo, é grande pedida para se lidar com a chatice e estagnação que tomaram conta dos romances yankees nos últimos tempos.

Nota: 9,0

Cotação no IMDb: 8.1 (37.003 votos)

Trailer sem legendas


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Filme: A Esposa

The Wife EUA 101 min Direção: Elenco: Gleen Close,  Jonathan Pryce, Christian Slater Enquanto viaja para Estocolmo com o marido, que receberá o Prêmio Nobel de Literatura, Joan questiona suas escolhas de vida. Durante os 40 anos de casamento, ela sacrificou seu talento, sonhos e ambições, para apoiar o carismático Joe e sua carreira literária. Assediada por um jornalista ávido por escrever uma escandalosa biografia de Joe, agora Joan enfrentará o maior sacrifício de sua vida e alguns segredos enterrados finalmente virão à tona. Gosto de filmes que começam de um modo e aos poucos vão se revelando e mudando as expectativas iniciais da trama. Este é um deles.  Um roteiro cheio de sutilezas, bem dirigido e potencializado por ótimas atuações, em especial, claro, da Gleen Close. Olivia Colman foi bem em A Favorita, mas nem perto do desempenho da protagonista deste filme aqui. Tanto as palavras quanto os silêncios dela dizem tudo. Performance sensacional, mesmo. ...

Filme: Moneyball - O Homem Que Mudou o Jogo

Moneyball EUA, 2011 - 132 min Drama Direção: Bennett Miller Elenco: Brad Pitt, Jonah Hill, Philip Seymour Hoffman, Robin Wright Adaptação do livro Moneyball: The Art of Winning An Unfair Game . Conta a história de um gerente de um pequeno time de basebol que revolucionou o esporte ao trazer um sofisticado programa de estatísticas feitas em computador para o clube. Assim, ele conseguiu fazer com que sua equipe ficasse entre as melhores no início do século. Filme de esporte padrão, talvez mais interessante por ter um envelhecido Brad Pitt (agora sim, já aparentando no rosto os seus quase 50 anos, embora tenha corpo de 25...) do que pela sua história verídica, que não passa de interessante, apenas. Boas atuações, tudo certinho, inclusive está indicado a Melhor Drama do vindouro Globo de Ouro, mas nesse gênero, já vi inúmeros melhores (o que me dá uma ideia boa para o próximo Lista ...). Nota: 7,0 Cotação no IMDb: 7.9 (18.500 votos) Trailer legendado

Festival Hitchcock - Últimas Grandes Obras: "Cortina Rasgada"

Cortina Rasgada Torn Courtain EUA, 1966 - 128 min Suspense Direção: Alfred Hitchcock Elenco: Paul Newman, Julie Andrews Esse filme foi o último de Hitch a ter um grande elenco (dizem que ele ficou indignado de pagar U$ 750 mil para cada um dos protagonistas) e também o que marcaria, o fim de uma parceria histórica. O grande compositor Bernard Herrmann, aqui atacou de escritor e foi o autor do primeiro roteiro deste filme. Só que o texto foi tão, mas tão mexido, que liquidou com a relação entre os dois gênios. Inclusive Paul Newman, que gostava de discutir seus filmes com os autores, enumerou vários problemas nele para Hitchcock, o que foi mais um motivo de atrito na produção. Hitch também não era dos maiores apreciadores de que Julie Andrews estrelasse o filme. Segundo ele, o público esperaria que ela, recém-oscarizada por Mary Poppins, fosse cantar a qualquer momento... Entretanto, na minha opinião, o filme é muito bom, com o par central - especialmente Newman - dando um show na pele ...