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Filme: Homem-Aranha no Aranhaverso

Ano: 2018
EUA
117 min
Direção: Bob Persichetti, Peter Ramsey, Rodney Rothman
Elenco: Brian Tyree Henry, Chris Pine, Edwin H. Bravo, Greta Lee, Jake Johnson, John Mulaney, Kathryn Hahn, Kimiko Glenn, Liev Schreiber, Luna Lauren Velez, Mahershala Ali, Melanie Haynes, Muneeb Rehman, Natalie Morales, Nick Jaine, Nicolas Cage, Oscar Isaac, Shameik Moore, Stan Lee, Zoë Kravitz

Miles Morales é um jovem do Brooklyn que se tornou o Homem-Aranha inspirado no legado de Peter Parker, já falecido. Entretanto, ao visitar o túmulo de seu ídolo em uma noite chuvosa, ele é surpreendido com a presença do próprio Peter, vestindo o traje do herói aracnídeo sob um sobretudo. A surpresa fica ainda maior quando Miles descobre que ele veio de uma dimensão paralela, assim como outras variações do Homem-Aranha.

A Sony iniciou certo com os dois primeiros ótimos filmes do Sam Raimi. Mas, contra a vontade do diretor, enfiou um Venom no terceiro filme goela abaixo dele. Deu no que deu, aquela confusão com três vilões e a cena da dancinha.

Depois eles resolveram fazer um reboot que não funcionou em dois filmes (que não acho ruins, especialmente o segundo). Daí, eles entregaram os pontos. Mas fizeram o certo: parceria com a Marvel que junto a eles organizou uma terceira encarnação do personagem nas telonas. Aí sim, feito como tinha que ser, calcado nos quadrinhos do tempo do Stan Lee, com um adolescente atrapalhado no ensino médio e não o malandrão cool do Andrew Garfield.

Mas, como a Sony ainda quer ganhar mais grana sozinha com a marca, resolveu investir em filmes dos vilões do Aranha - o do Venom fez um caminhão de dinheiro e o Morbius com o Jared Leto vem aí - e também, em animações como este Aranhaverso.

Foi um baita acerto. A qualidade gráfica é excelente e as soluções visuais que remetem a histórias em quadrinhos, numa versão ultra turbinada do seriado do Batman dos anos 60, ficaram perfeitas. Parece que a gente está lendo um gibi em movimento. Todo visual dos personagens foi muito bem pensado. Nunca achei o Gatuno grandes coisas, mas aqui ele está soturno, ameaçador mesmo. 

Só que eu tive um problema que atrapalhou demais a experiência: o som no cinema que eu fui não estava bom e perdi vários dos diálogos (precisei assistir dublado por causa do filhote). Isto prejudicou bastante, pois não consegui captar totalmente muitas cenas, prejudicando a compreensão do roteiro e a conexão emocional com os personagens.

Ainda assim, achei bem divertido e vale bastante a conferida - se legendado, melhor ainda.

Nota: 8

P.S.: Além de tudo, ainda tem a primeira das últimas quatro aparições que o Stan Lee deixou gravadas antes do seu falecimento (faltam ainda Capitã Marvel, Vingadores: Ultimato e Homem-Aranha - Longe de Casa) que, sem dúvida, é uma das melhores que ele já fez.

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