Pular para o conteúdo principal

Minissérie: 10 Segundos Para Vencer

2019
~30 min
4 episódios
Direção: José Alvarenga Jr.
Elenco: Daniel de Oliveira, Osmar Prado

Conhecido como "Galinho de Ouro", por ter sido eleito o maior peso galo da história do boxe, Eder Jofre é considerado um dos maiores boxeadores de todos os tempos, sagrando-se campeão mundial em 1961, nos Estados Unidos.

Eu não vi o filme, então a série da Globo foi uma boa oportunidade de conferir essa biografia do Éder Jofre. 

Dois aspectos positivos se sobressaem na obra. Primeiro, o par principal, pai e filho, está excelente, ótima química, embora o sotaque do Osmar Prado tenha sido uma composição estranha (de um argentino radicado no Brasil que lá de vez em quando escapa uma palavra em espanhol). 

Também me chamou a atenção a qualidade das lutas. O Daniel de Oliveira apanhou de verdade aqui e mesmo não sendo um esportista nato (os movimentos de socos dele são um pouco lentos e duros), quando ele sobre no ringue, a potência dos golpes dados e recebidos é muito perceptível, deixa a plateia tensa de verdade.

O problema maior é onde o diretor centra forças. Por exemplo, o maior tempo dado para uma luta, é para a primeira dele nos EUA. Só que aquela que é muito mais emblemática, a do primeiro título mundial, o diretor opta por uma exibição en passant, mostrada através de umas imagens de arquivo e uma narração da época. Broxante. 

Também não mostra sequer uma notícia da unificação do título dois anos depois.  Até se recupera um pouco na luta do terceiro título, mas é menos do que eu esperava, que era uma pontuação categórica dos três títulos, entremeada com a construção da vida pessoal dele - e não, o contrário.

Em comparação com Mais Forte que o Mundo de 2017, o diretor daquele, Afonso Poyart, além de mais estiloso, soube focar nas melhores partes da carreira Zé Aldo, astro do MMA. Isso, para mim, faz daquele, um exemplar um pouco melhor que este, pois são histórias parecidas, de dois rapazes pobres que ascendem na vida em função de um esporte de combate, tendo que lidar com seus "demônios" nesse caminho.

De qualquer modo, sempre bom ver galera tupiniquim investindo em histórias nossas. Temos muitos atletas que merecem ter suas histórias inspiradoras contadas e a do Éder Jofre é obrigatória no esporte nacional. 

Vale a conferida.

Nota: 7,5

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Filme: A Esposa

The Wife EUA 101 min Direção: Elenco: Gleen Close,  Jonathan Pryce, Christian Slater Enquanto viaja para Estocolmo com o marido, que receberá o Prêmio Nobel de Literatura, Joan questiona suas escolhas de vida. Durante os 40 anos de casamento, ela sacrificou seu talento, sonhos e ambições, para apoiar o carismático Joe e sua carreira literária. Assediada por um jornalista ávido por escrever uma escandalosa biografia de Joe, agora Joan enfrentará o maior sacrifício de sua vida e alguns segredos enterrados finalmente virão à tona. Gosto de filmes que começam de um modo e aos poucos vão se revelando e mudando as expectativas iniciais da trama. Este é um deles.  Um roteiro cheio de sutilezas, bem dirigido e potencializado por ótimas atuações, em especial, claro, da Gleen Close. Olivia Colman foi bem em A Favorita, mas nem perto do desempenho da protagonista deste filme aqui. Tanto as palavras quanto os silêncios dela dizem tudo. Performance sensacional, mesmo. ...

Filme: Larry Crowne - O Amor Está de Volta

Larry Crowne EUA, 2011 - 98 min Comédia / Romance Direção: Tom Hanks Elenco: Tom Hanks, Julia Roberts, Bryan Cranston, George Takei, Cedric 'The Entertainer' Quando dois, nem digo super, mas sim, mega-astros se unem para estrelar um filme, o senso comum diz que ele deve ser no mínimo, interessante. Hã... não. Larry Crowne não é bom, não. A trama é a seguinte: depois de ser demitido, o amável Larry Crowne volta para a faculdade, onde se apaixona por sua professora casada. Uma historinha mixuruca, Tom Hanks atuando como se fosse Forrest Gump 2 e Julia Roberts no papel mais chato de sua vida. Pelo menos Hanks, mesmo com um roteiro fraco em mãos, mostra uma ótima mão para dirigir em um incrível hiato de 15 anos sem praticar a habilidade em longas (só havia dirigido o ótimo The Wonders do distante 1996). E o grande George Takei (o eterno Sulu de Star Trek) rouba a cena todas as vezes em que surge na tela. Genial. Até dá pra assistir, mas só se não tiver nada, mas bota nada realmen...

Filme: Juntos Pelo Acaso

Life As We Know It EUA, 2010 - 115 min. Comédia/Drama/Romance Direção: Greg Berlanti Elenco: Katherine Heigl, Josh Duhamel, Josh Lucas, Christina Hendricks, Jean Smart Tá ficando muito brabo assistir comédias românticas yankees. É tudo tão padronizado que chega a irritar. Tudo bem que se eu fosse produtor e me dissessem que eu gastaria uns U$ 20 milhões e arrecadaria fácil, o dobro ou mais que isso com um filme que já vem com uma fórmula certeira - casal-principal-não-se-dá-bem-porém-depois-veem-que-são-feitos-um-pro-outro-mas-brigam-a-20-min-do-final-mas-acabam-ficando-juntos , talvez eu gostasse da ideia. Mas sendo espectador, é um saco ver sempre a mesma coisa. Salvo raras exceções como os filmes da Nancy Meyers (sim, sou homem, mas gosto dos filmes dela...) que primam pela esperteza de diálogos e uma maior sensibilidade, ou por outros como A Proposta , que foi extremamente engraçado, a grande maioria da produção deste gênero está sendo muito chato de aguentar. Esse Juntos Pelo Acas...