Por C. Henrique MércioHá muitos que imaginam ser essa prática da Equipe Ferrari – de privilegiar um de seus pilotos e deixar ao outro as migalhas, coisa recente, uma novidade dos tempos da era Schumacher.
Pois lhes digo que não é bem assim.
Para provar trago-lhes dois episódios remotos da história dessa que é a única equipe que participa do Mundial de F1 desde seu começo, no distante ano de 1950.
Em 1958, por exemplo, o estadunidense Phil Hill deixou passar graciosamente no GP de Casablanca pelo seu companheiro de Ferrari, o inglês Mike Hawthorn.
A prova era a última do campeonato e Hill vinha em segundo, seguido por Hawthorn, que necessitava do segundo lugar para ser campeão.Com a ultrapassagem, Mike obteve a posição e os pontos que precisava para conquistar o título em cima do vencedor da prova, o inglês Stirling Moss, que até ganhou mais corridas durante o ano (4 x 1) que o conterrâneo, mas esforçou-se por nada.
Seis anos mais tarde, embroglio de novo. Desta vez, GP do México e Ferrari outra vez.
Na última volta do GP, o italiano Lorenzo Bandini quase para na pista para que seu companheiro de scuderia, John Surtees o passe e assuma a segunda posição.Surtees estava disputando o campeonato com o inglês Graham Hill, que fora afastado da disputa logo no seu início, quando levara uma batida por trás do próprio Bandini.
Com os problemas de Hill, o escocês Jim Clark, líder da corrida seria o campeão mas azarado como sempre, Clark quebrou o motor na penúltima volta.
O jogo então virou a favor de Surtees, que vinha em 3º lugar.
Como se vê nada de novo no front, isto é, na pista.
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Bjs
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