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Mete o Rock - 15/10/10



Por Rafael Barbosa

Hoje vamos dar uma barbada musical tão insólita quanto bacana. É o Seu Jorge aqui no Mete o Rock!!!!

Hein??? Seu Jorge, o sambista? Sim!!!!

Mas para isso terei que recapitular um pouco sobre a obra deste poliartista (chupei essas informações da Wikipedia, claro).

O cantor, compositor e ator Seu Jorge, nasceu no Rio de Janeiro, em 8 de junho de 1970.

Desde adolescente, freqüentava as rodas de samba cariocas acompanhando o pai e os bailes funks da periferia, e cedo começou a se profissionalizar cantando na noite.

Porém, a morte de seu irmão Vitório em uma chacina, levou a família à desestruturação e Seu Jorge acabou virando sem-teto por cerca de três anos.

A virada na vida de Seu Jorge se deu quando o clarinetista Paulo Moura o convidou para fazer um teste para um musical de teatro. Foi aprovado e acabou participando de mais de 20 espetáculos com o Teatro da Universidade do Rio de Janeiro, como cantor e ator.

Participou, depois, da formação da banda Farofa Carioca, que lançou seu primeiro CD em 1998 com uma competente mistura da ritmos negros de várias partes do mundo, como samba, reggae, jongo, funk e rap - um mix constante na carreira dele.

A carreira de Seu Jorge no cinema começou ao ser convidado a interpretar o bandido Mané Galinha, destaque do filme Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund. Ele também contribuiu para a trilha do filme.


Mas aqui está o assunto deste post.

Em 2004, foi convidado pelo diretor Wes Anderson para participar do filme A Vida Aquática Com Steve Zissou, onde interpretou Pelé dos Santos, um especialista em mergulhos e segurança da tripulação do oceanógrafo Zissou.

Embora tenha um elenco estelar, capitaneado pelo mestre Bill Murray, o filme é um pavor, muito ruim mesmo.

Mas o que vale demais a pena é a trilha sonora dele, pois o personagem de Seu Jorge, que tem uma coleção de camisetas de times de futebol, nas horas vagas adora pegar o violão e cantar músicas do grande roqueiro David Bowie.

Detalhe: com letras em português.

Pode parecer uma aberração, mas dá muito certo, cara!

As versões são tudo em voz e violão e cantadas com um bom gosto e uma interpretação de primeiríssima qualidade. Fora que ver músicas tão legais como as do Bowie cantadas em português, já dá um tchan na coisa toda.

É um discão daqueles de ficar ouvindo bem na manha e só ficar curtindo.

Tá aí a dica. Deem uma conferida dele cantando Life em Mars? e fiquem com vontade de escutar todo o CD:


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