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Mete o Rock - 29/10/10

Por Rafael Barbosa

Há uns anos atrás eu vi na TV um cara que eu não conhecia lançando um CD com toda uma pompa e coisa e tal.

Tratava-se de Brian Wilson, líder dos Beach Boys, banda famosíssima nos anos 60 e que na minha ignorância musical, eu nunca tinha escutado.

Bom, mas voltemos à apresentação do novo disco. Ali dizia-se que Smile era uma criação de quase 40 anos não finalizada e que durante esse tempo todo Brian precisou saber como criá-lo, pois seria algo tão revolucionário que não poderia ser feito à sua época.

Na verdade, em 67, ele sofreu de problemas mentais, e desde lá, não conseguira tocar este projeto adiante. Reza a lenda que ele ficou tão impressionado com Sgt. Peppers dos Beatles, que em desespero para superar aquele absurdo criativo, entrou em colapso.

Brian Wilson

Mas se foi um papo comercial ou intelectualoide do cara para lançar o "disco perdido", não importa. O que é relevante de fato é que realmente o disco tem um som muito especial, algo difícil de definir em um gênero específico.

Extremamente elaborado, com todas as 17 faixas interligadas, é o tipo de disco que se deve sentar, relaxar e apenas curtir, sem querer ficar racionalizando. Só ouvindo mesmo pra descrever.

Talvez, gostoso para os ouvidos seja o termo mais aproximado ao que nos remete a audição desta obra. Muito doido também é bem apropriado.

Um disco único, que em 2004 foi considerado o álbum do ano e desde o lançamento, um dos maiores da história da música pop.

Nem vou colocar aqui um vídeo de alguma faixa, porque este CD tem que ser escutado inteiro mesmo.

Para amantes de boa música, acima de qualquer vertente fonográfica.

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