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Faltaram algumas coisas

Que pena a seleção não ter conseguido seu primeiro título mundial neste domingo. Jogou muito bem durante todo o torneio e também jogou bem na final, contra a grande seleção russa.

Entretanto, algumas lacunas não conseguiram ser corrigidas e desta vez, fizeram a diferença entre o ouro e a prata.

Cito 3 delas:
  1. É inadmissível em um jogo daquele nível, permitir que uma jogadora faça 35 pontos como a Gamova fez.
    Ok, ela tem muito mérito, é excepcional atacante, mas nosso sistema de bloqueio-defesa facilitou muito o trabalho dela. Senão para pará-la direto no "toco", tocando em mais bolas em cima e embaixo, fazendo com que ela jogasse mais preocupada e errasse mais.
    Até porque, TODO mundo sabia que quase todas as bolas iriam para ela, especialmente nos momentos decisivos e claro, no tie-break, onde ela fez 7 dos 15 pontos russos...
    Culpa das jogadoras que não tiveram a leitura necessária e também da comissão técnica que não conseguiu postar a equipe de maneira a anular efetivamente a maior arma adversária (como já fez em muitas outras vezes);

  2. Ainda continuamos viúvos da Fofão. Zé Roberto já tinha testado, sem bom resultado, a Dani Lins e a Ana Tiemi. A Fabíola foi quem jogou melhorzinho das três, mas ainda está a 3 oceanos da antiga dona da posição.
    Também penso que é improvável que surja outro talento inquestionável que ocupe esta vaga, por agora.
    Então, coitada da Fofão, que joga no time do Zé Roberto na Turquia. Acho que ela vai ouvir muita cantada pra voltar da aposentadoria e novamente encarar mais uma Olimpíada, em Londres 2012...

  3. O time ficou muito menor na quadra (e no banco) com as lesões da Paula Pequeno e da Mari.
    Nos momentos decisivos, Jaqueline mostrou que é ótima no fundo de quadra, mas fraca na rede. Com a Paula ali, atacando e bloqueando com aquela qualidade dela... acho que seria outro papo.
    Até acho que a Natália é do mesmo nível da Mari, talvez melhor, inclusive, mas a nossa "russa" poderia ter sido arma importante em passagens de rede ruins.
    E ter no banco, a Sassá, que só é boa no fundo e a outra menina, Fernanda Garay, baixa (1,83 m) e inexperiente, não ajudou em nada nas horas cruciais da partida.

Então é mais ou menos por aí: torcer pra Fofão voltar, saber que as duas ponteiras titulares de Pequim vão acrescentar muito quando retornarem ao time e tentar aprender com os erros de marcação e nunca mais permitir que uma jogadora sozinha ganhe de nosso time inteiro.

Se isso tudo acontecer, as chances desse time ser bicampeão olímpico daqui a 2 anos, ficam bem maiores.

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