Pular para o conteúdo principal

Old, but Gold - 07/11/2010

Até que enfim! Eu não aguentava mais a espera de estreiar os novos espaços do blog!

E uma estreia em alto nível, com um filme onde tudo é grandioso: Cleópatra de 1963.

EUA, 1963 - 248 min
Drama/Épico
Direção: Joseph L. Mankiewicz
Elenco: Elizabeth Taylor, Richard Burton, Rex Harrison, Pamela Brown, George Cole, Hume Cronyn, Cesare Danova, Kenneth Haigh, Andrew Keir, Martin Landau, Roddy McDowall


O filme que tornou Elisabeth Taylor, o rosto definitivo da rainha egípcia no imaginário mundial, quase levou à bancarrota sua produtora, 20th Century Fox. Cleópatra era, até surgir Avatar, considerado o filme mais caro de todos os tempos.

Planejado para custar 2 milhões de dólares em 1962, sua produção custou 44 milhões de dólares em valores da época. Atualizando para valores atuais seria algo em torno de U$ 300 mi.

E embora tenha sido o filme mais visto daquele ano, ainda assim não conseguiu pagar seu próprio valor.

Liz Taylor foi a primeira atriz de Hollywood a receber U$ 1 milhão de dólares pela atuação em um filme.

Logo no início das filmagens, Elizabeth Taylor adoeceu e, como praticamente todas as cenas necessitavam da sua presença, a produção foi paralisada por aproximadamente seis meses até que ela se recuperasse - outro fator que encareceu sobremaneira a produção.

Durante as filmagens, Elizabeth Taylor trocou de figurino 65 vezes (um recorde na quantidade, mas a originalidade nem tanto - os decotes fartos eram um traço predominante...)

Embora seja a versão mais famosa, esta foi a sexta filmagem da história romanceada da rainha do Egito - as três primeiras no cinema mudo, a quarta em 1934 com Claudette Colbert e outra com Vivien Leigh, em 1945.

Foi durante as filmagens que Elizabeth Taylor e Richard Burton se apaixonaram e começaram um casamento de mais de uma década de duração.

Dizem que a cópia original do filme tinha 8 (!) horas de duração, mas o corte final com 4 horas, já acabou, também à época, como o filme mais longo já feito.

Quanto ao filme propriamente dito, tem alguns probleminhas, até por ser uma produção tão conturbada, mas a opulência dos cenários, figurinos já são um desbunde para os olhos por si sós.

A direção do bi-oscarizado (por Quem é o Infiel e A Malvada) Joseph L. Mankiewicz dá um bom ritmo à extensa trama - e melhora ainda mais depois da morte de César.

E claro, Liz Taylor é um show à parte. Além da beleza, ela impregnou sua personagem com uma personalidade e astúcia apuradas e deixa claro que essa bobagem que alguns historiadores julgam que ela seria "feia", é uma idiotice sem tamanho.

Sim, porque como diz David Coimbra no seu livro Jogo de Damas, uma mulher que consegue conquistar o amor (um amor enlouquecido, diga-se de passagem) dos dois maiores homens do seu tempo, César e Marco Antônio, caras que poderiam ter as mulheres que quisessem, não podia ser nada feia, não concordam...?

Nota: 8,5

Cotação no IMDb: 6,8 (7.966 votos)

Trailer sem legendas


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Filme: A Esposa

The Wife EUA 101 min Direção: Elenco: Gleen Close,  Jonathan Pryce, Christian Slater Enquanto viaja para Estocolmo com o marido, que receberá o Prêmio Nobel de Literatura, Joan questiona suas escolhas de vida. Durante os 40 anos de casamento, ela sacrificou seu talento, sonhos e ambições, para apoiar o carismático Joe e sua carreira literária. Assediada por um jornalista ávido por escrever uma escandalosa biografia de Joe, agora Joan enfrentará o maior sacrifício de sua vida e alguns segredos enterrados finalmente virão à tona. Gosto de filmes que começam de um modo e aos poucos vão se revelando e mudando as expectativas iniciais da trama. Este é um deles.  Um roteiro cheio de sutilezas, bem dirigido e potencializado por ótimas atuações, em especial, claro, da Gleen Close. Olivia Colman foi bem em A Favorita, mas nem perto do desempenho da protagonista deste filme aqui. Tanto as palavras quanto os silêncios dela dizem tudo. Performance sensacional, mesmo. ...

Filme: Larry Crowne - O Amor Está de Volta

Larry Crowne EUA, 2011 - 98 min Comédia / Romance Direção: Tom Hanks Elenco: Tom Hanks, Julia Roberts, Bryan Cranston, George Takei, Cedric 'The Entertainer' Quando dois, nem digo super, mas sim, mega-astros se unem para estrelar um filme, o senso comum diz que ele deve ser no mínimo, interessante. Hã... não. Larry Crowne não é bom, não. A trama é a seguinte: depois de ser demitido, o amável Larry Crowne volta para a faculdade, onde se apaixona por sua professora casada. Uma historinha mixuruca, Tom Hanks atuando como se fosse Forrest Gump 2 e Julia Roberts no papel mais chato de sua vida. Pelo menos Hanks, mesmo com um roteiro fraco em mãos, mostra uma ótima mão para dirigir em um incrível hiato de 15 anos sem praticar a habilidade em longas (só havia dirigido o ótimo The Wonders do distante 1996). E o grande George Takei (o eterno Sulu de Star Trek) rouba a cena todas as vezes em que surge na tela. Genial. Até dá pra assistir, mas só se não tiver nada, mas bota nada realmen...

Filme: Juntos Pelo Acaso

Life As We Know It EUA, 2010 - 115 min. Comédia/Drama/Romance Direção: Greg Berlanti Elenco: Katherine Heigl, Josh Duhamel, Josh Lucas, Christina Hendricks, Jean Smart Tá ficando muito brabo assistir comédias românticas yankees. É tudo tão padronizado que chega a irritar. Tudo bem que se eu fosse produtor e me dissessem que eu gastaria uns U$ 20 milhões e arrecadaria fácil, o dobro ou mais que isso com um filme que já vem com uma fórmula certeira - casal-principal-não-se-dá-bem-porém-depois-veem-que-são-feitos-um-pro-outro-mas-brigam-a-20-min-do-final-mas-acabam-ficando-juntos , talvez eu gostasse da ideia. Mas sendo espectador, é um saco ver sempre a mesma coisa. Salvo raras exceções como os filmes da Nancy Meyers (sim, sou homem, mas gosto dos filmes dela...) que primam pela esperteza de diálogos e uma maior sensibilidade, ou por outros como A Proposta , que foi extremamente engraçado, a grande maioria da produção deste gênero está sendo muito chato de aguentar. Esse Juntos Pelo Acas...