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Do Tempo do Epa - 15/12/2010

Retomando o assunto da semana passada, sobre coisas que não tiveram um fim adequado e que até hoje ficamos imaginando em como poderia ter sido, falarei de uma das melhores séries de histórias em quadrinhos adultos já publicadas.

Dreadstar foi uma revolução à sua época, pois misturava elementos de super-herois, com Guerra nas Estrelas só que com uma profundidade muito maior do que se via habitualmente.

Com roteiro e arte do grande Jim Starlin, as histórias falavam sobre vingança, abuso sexual, preconceito, tudo permeado por uma grande trama de ação interplanetária.

Começou a ser publicado em 1982 em uma linha alternativa da Marvel (até o nº 26) e depois passou para a First Comics, até sua derradeira 64ª edição, que não encerrava a saga, causando desespero dos fãs mundo afora.

Dreadstar tinha até bonequinho

Os personagens eram interessantíssimos e extremamente bem elaborados:
  • Vanth Dreadstar - é o único sobrevivente da Via Láctea e dono de um grande poder. Após tentar viver uma vida pacífica, acaba impelido a partir para sua vingança contra os que acabaram com sua terra;

  • Syzygy Darklock - principal aliado de Dreadstar, é um mago ciborgue;

  • Willow - telepata cega, enxerga através dos olhos do seu macaco de estimação e guarda um passado obscuro que somente mais à frente será revelado;

  • Oedi - membro de uma raça híbrida entre homens e felinos;

  • Skeevo - contrabandista espacial que se alia ao grupo;

  • Lorde Papal - o superpoderoso líder da Igreja da Instrumentalidade (seria o Império de Star Wars) é o principal rival de Dreadstar e da Monarquia (análoga à República de Star Wars), falida instituição que deveria manter a ordem na galáxia;
Houve ainda duas graphic novels, mas em seguida a coisa terminou sem maiores desdobramentos deixando milhões de viúvas no mundo todo.

No Brasil foi ainda pior, pois deixou de ser publicada por um imbróglio entre a Globo (que a publicava aqui) e a First e subitamente no ponto alto da trama, onde a Monarquia finalmente conseguia suplantar a Instrumentalidade, nos tiraram o doce da boca.

Ou seja, aqui em Pindorama, deixamos de receber 38 edições de Dreadstar...

É dose.


Hoje em dia, até temos acesso pela internet ao restante da saga, mas pra quem é do tempo de ir na banca para comprar o gibi, para depois chegar em casa e sentar-se confortavelmente para lê-lo, ter que ler Dreadstar na tela de um computador, é um acinte.

A última vez que Dreadstar saiu nos EUA foi em uma minissérie de seis edições já com outros artistas (Peter David e Ernie Colon) e mostrando uma história onde ele teve uma filha que não conheceu e que foi criada pelo Lorde Papal!

Jim Starlin até já afirmou em entrevistas que talvez um dia retome a saga do heroi e o mate no final.

Entretanto, esse papo eu escuto há muitos anos e sinceramente, já perdi a esperança.

No entanto, se isso um dia acontecer, um milhão de foguetes espocarão no céu da quadrinhosfera...

N.B.: Para ler essa entrevista de Jim Starlin onde ele fala sobre Dreadstar e outras obras suas, clique aqui.

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