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Barbadas Literárias - 17/01/2011

Por Renata Porcellis

A Garota dos Pés de Vidro

Autor: Ali Shaw
Editora: Leya Brasil
Assunto: Literatura Estrangeira - Fantasia
1ª Edição – 2010 – 288 páginas


Na feira do livro de 2010, em novembro, fiquei de olho em um livro de um jovem autor britânico, Ali Shaw - que tem a minha idade.

Pareceu-me uma história de fantasia bem atraente, além se saber que o livro havia ficado entre os finalistas de várias premiações literárias – a categoria de livro estreante do Jornal The Guardian e o famoso Costa First Novel Award – e alcançando o The Desmond Elliot Prize de nova ficção.

A Garota dos Pés de Vidro é seu livro de estreia e conta a história de Ida Maclaird, uma jovem que vai ao arquipélago de Saint Hauda's Land em busca da cura para sua inexplicável enfermidade que está a transformando em vidro.

Lá ela conhece e se apaixona pelo fotógrafo Midas Crook e juntos eles buscam incansavelmente uma explicação e uma solução pra seu caso. Ida acredita que Henry Fuwa, um criador de um estranho rebanho de mini gados com asas de borboletas, conhece segredo para sua cura.

Midas também é uma figura complexa, cheio de traumas na infância que não consegue superar. Para fugir de sua realidade desconfortável, o tímido Midas ampara-se em sua câmera fotográfica e em seu único amigo, Gustav além de Denver, filha de Gustav. Ao conhecer Ida sua realidade muda completamente e ele é apresentado ao amor.

Achei que seria um livro fantástico, como As crônicas de Nárnia, com muita fantasia e adequado para jovens leitores, mas na verdade contém muitos elementos modernos me desbundou um pouco!

O uso de linguagem inerudita e até chula ("porra”, “cagam”, “cu”) me chocou nesse tipo de leitura e temas como bebidas alcoólicas, casas noturnas, sexo, traição não deveriam permear uma narrativa de fantasia! Acho que poderia ter um linguagem e personagens mais ingênuos para deixar a história de fantasia mais encantadora.

Eu esperava uma história que se passa em uma floresta e me deparei com algo bem mais urbano. Fora isso, tem algo na narrativa que me desagrada: não existe um foco nas personagens princiapais, perpassando a histórias paralelas de personagens secundários como Denver e Gustav (amigos de Midas), Carl Maulsen (amigo de Ida), Chales Maclaird e Freyda (pais de Ida), Henry Fuwa (amante da mãe de Midas).

Que pena, eu esperava bem mais da obra!

Nota 5,5

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