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Zica


Fiquei 5 dias em POA e quando eu cheguei, meu pc pifou.

Por isso, recém estou retomando as atividades do blog (aliás, estou usando o notebook da minha esposa para isso, coisa que não gosto, toda hora erro algum comando sem querer, mas vá lá).

Pra começar e já quase perdendo um pouco o fio da meada, vou dar a minha abalizada opinião sobre o caso Ronaldinho.

Há tantas coisas para serem destacadas nesta novela ridícula protagonizada pela família Assis Moreira, que é até difícil saber por onde iniciar.

A cobiça pelo dinheiro e pelas coisas que ele pode proporcionar sempre moveu o mundo e a grande maioria das pessoas. Ponto pacífico. Entretanto, nesta rocambolesca função que se tornou o retorno do Ronaldinho Gaúcho ao Brasil, a opção pelo fator financeiro foi tão descaradamente (e com uma falta de honestidade e cara de pau inacreditáveis por parte do Assis) feita em detrimento de sentimentos mais nobres, que não tem como achar isso algo normal.

Sim, porque Assis já tinha um histórico de traição no Grêmio. Durante a saída do Ronaldinho em 2001, naquele imbróglio todo, o empresário do craque mentiu deslavadamente que não estava negociando com ninguém, que iria renovar com o tricolor e apunhalou o clube de coração, assinando um pré-contrato com o PSG, saindo de graça (para o Grêmio, claro, pois ele com essa manobra nefasta ganhou muito mais em cima da negociação) para o clube francês.

Ok, o Grêmio tem sua parcela de culpa, pois pagava ao Ronaldo, que já era o maior destaque disparado do time, um décimo do que recebiam algumas grandes estrelas do elenco do tempo da MSI. Mas de qualquer forma, as mentiras que o Assis propagou e a maneira que ele enganou ao tricolor, não tem tem proporcionalidade aos erros da direção na época.

Então Ronaldinho e o irmão foram amaldiçoados e isso durou muito tempo. Mas, anos depois, com o jogador já superconsagrado, multicampeão - e em decadência técnica há 4 anos, que se diga -, o tempo amenizou as feridas e aparece uma chance ímpar de limpar essa mancha negra na sua história.

(parêntese aqui, é porque Ronaldinho já poderia ter abatido parte dessa dívida, caso levasse o Barcelona ao título mundial contra o Inter, e ele também falhou nesta missão).

E não é que eles fizeram novamente?

Mentiram, ludibriaram, fizeram o Paulo Odone pagar mico histórico (castigo divino para a ridícula posse do novo presidente, onde o que ele mais fez foi falar do Inter, tripudiando sobre a eliminação no Mundial) anunciando o craque, colocando caixas de som e retirando 3 horas depois, enfim, chutaram o Grêmio como não se faz com cão sarnento.

Duas vezes! E eles ainda tem a cara dura de se dizerem gremistas de coração. Meu Deus do ceu! Ronaldinho e Assis são é $$$$$$ de coração, isso sim.

"Se tu me traíres uma vez, a culpa é tua. Se tu me traíres duas, a culpa é minha". Nunca um ditado foi tão bem aplicado na história.

Nem todo mundo é como o Verón, que quis jogar no Estudiantes para honrar a tradição familiar construida pelo seu pai no clube argentino. E Verón levou seu time a ser campeão da Libertadores, recusando inúmeras propostas (inclusive de clubes brasileiros) para receber salários muuuuito maiores fora.

Exemplo de homem movido por ideais.

Mas como não é só caráter que entra em campo, o 10 do Flamengo deve dar muitas alegrias à torcida do Mengão e talvez até, para todo o Brasil, na Copa de 2014.

Porém, é uma pena torcer para alguém com princípios de vida tão vazios.

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