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Mete o Rock! - 18/03/2011

Conforme anunciado, hoje vamos de Eric Clapton, então.

Na verdade, eu cometi uma gafe no último Lista do Barbosa, pois deveria citar apenas discos originais e acabei listando From The Cradle do Clapton dentre aqueles outros.

É que eu tinha ignorado que From The Cradle é uma compilação de antigos blues de feras como Muddy Waters, Elmore James, entre outros cobrões.

De qualquer maneira, é um discão sensacional e merece ser citado como tal aqui no nosso blog.

Neste álbum Eric Clapton está absolutamente inspirado, ainda mais vindo de uns 400 grammys ganhos em função do seu MTV Acustic de 1993, aquele que continha "Tears In Heaven", onipresente na época.

Bluezão da gema, daqueles que vem do fundo da alma de um guitarrista, com uma série de músicas malandronas, é a essência do gênero interpretada pelo genial artista. Difícil dizer qual a melhor canção.

Começa a todo pau com a ótima "Blues Before Sunrise", com um Clapton provocativamente rouco, gastando nos vocais.

Depois, "Three Degrees" é daqueles blues de fim de festa, com aquela elegância deprê de frases como bad love, is killing me...

"Reconsider Baby", título sugestivo e um união perfeita entree guitarra e piano.

Quem não sabe que é Clapton cantando "Hoochie Coochie Man", tem certeza de que a voz por trás daqueles versos é de um daqueles pretos velhos americanos cheios de manha.

"Five Long Years", o show do guitarman - afinal, ninguém ganha uma linha especial da Fender com o seu nome, como Eric Clapton ganhou, sem conhecer um pouquinho do instrumento, né?

A divertida "I'm Tore Down" foi a música mais bem sucedida do álbum. Tocou adoidado na MTV e foi Top 5 da Billboard americana.

Gaita, piano e guitarra se fundem numa balada maravilhosa, que nos remete aqueles filmes que mostram o sul dos EUA, em "How Long Blues".

Após, vem o balanço bacana de "Going Away Baby". Já, "Blues Leave Alone" e "Sinner's Prayer" são outras daquelas canções cheias de maldade...

Depois vem a melhor do disco, "Motherless Child". Impossível ficar parado. Ainda foi premiada com um belíssimo clip em P&B, muito massa.

A primeira nota de "It Hurts Me Too" é um grito na guitarra afiada de Clapton e é disso para melhor até o fim da música.

Em "Something After a While" somam-se a guitarra do mestre, metais que dão um charme a mais a essa canção.

"Standing Round Crying", um blues de tristeza elegante, na relação de amor/ódio à mulher amada.

Naquele esqueminha básico do blues de três acordes,"Drifting" é simplezinha, mas quero ver tocar que nem ele...

Encerrando o álbum, vem propositalmente a mais longa canção, "Groaning The Blues", feita sob medida para Clapton mostrar com mais calma, toda a habilidade que lhe proporcionou a merecida alcunha de Deus da Guitarra.

Em suma, um discão, que para quem curte o velho e bom blues, é obrigatório.

Tá esperando o quê? Vai correndo escutar!

Versão ao vivo de "Blues Before Sunrise", em apresentação no Albert Hall, Londres


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