O Grupo Tholl é um orgulho para Pelotas e sempre assistir a qualquer espetáculo deles, me emociona por ver tamanha qualidade que consegue nascer nas imensas dificuldades às quais estão inseridos os artistas deste ponto longínquo deste Brasilzão.E hoje foi um destes dias de me emocionar. Tive o prazer de, com meus alunos do Braille, assistir à estreia de O Circo de Bonecos, a última empreitada do grupo, agora com uma peça de teatro e não uma multiapresentação circense como Tholl, Imagem e Sonho e Exotique.
É sobre um artesão de bonecos (bailarina, palhaço, leão e urso) que ganham vida ao seu sinal, mas que aos poucos vão ganhando vida própria e querem com isso alçar novos ares.
Peça eminentemente infantil, mas que encanta a todos pela candura do tema e pela absurda produção. A interação entre os músicos e os atores é fantástica. A sincronia, o bom gosto no uso das intervenções sonoras, tudo é visivelmente fruto de um trabalho exaustivo, mas que dá pra ver todo ele no palco.
Fora isso, a simpatia dos artistas depois do show para com o público, é excepcional. O tratamento dispensado aos nossos alunos foi bacanérrimo (afora o fato de que foram 65 ingressos gratuitos para nossa instituição).
Cada vez mais, o Tholl tem meu respeito e admiração. Vida longa a João Bachilli e sua trupe!
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