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Pimenta do Élbio - 07/12/10

Por Élbio Porcellis

Mais uma lista

Afinal, se todos fazem suas listas dos melhores livros, músicas, viagens, bebidas, porque não fazer a lista dos dez filmes que mais me impressionaram?

Não são os dez melhores, notem. São que, por algum motivo, mexeram com meus sentimentos quando os assisti. Talvez tenham a ver com o que eu vivia naquela determinada época... talvez em outro momento não parecessem tão impressionantes... sei lá.

De qualquer forma, lá vão eles:

Metrópolis (1927)

O clássico alemão de Fritz Lang me deixou atônito, tanto pelo visual (fantástico para a época) quanto pela mensagem política.


O Homem de Kiev (1968)

Narra a tragédia de um judeu russo (Alan Bates) que, em plena época do czarismo é acusado de estuprar uma nobre russa. Desnecessário comentar detalhes do sofrimento. Ao sair do cinema, parecia que eu carregava uma tonelada sobre os ombros.


O Rei de Copas (1966)

Soldado inglês (Alan Bates), durante a Segunda Guerra Mundial é enviado a um vilarejo abandonado para desarmar um bomba e se depara com os pacientes de um manicômio, que foram ali abandonados.

Entre Napoleões e outros, apresenta-se como uma carta de baralhos, o rei de copas e , como a ajuda da bailarina da caixinha de música (Geneviève Bujold, lindíssima) cumpre sua missão e deve retornar ao corpo militar.


Farenheit 451 (1966)

Num futuro sombrio, os livros são queimados, mas os “rebeldes” escondem e decoram os textos de livros importantes, eles próprios tornando-se livros ambulantes.


Laranja Mecânica (1971)

Tanto o visual apurado quanto a mensagem política são marcantes. Fiquei com a música na cabeça por semanas.


Irmão sol, Irmã Lua (1972)

Soberbo, triste mas , ao mesmo tempo, reconfortante, e com uma trilha sonora inesquecível.


A Marca da Pantera (1982)

Parece um filme simples, que parte de uma premissa quase patética, mas a atuação de Nastssja Kinski eleva o filme ao patamar de impressionante.


THX 1138 (1971)

Digam o que quiserem mas – para mim – é a obra máxima de George Lucas.


O Garoto (1921)

O filme que elevou Chaplin à categoria de gênio. Eu não chorei, OK? Eu sou durão!


Blade Runner (1982)

Perfeito - do visual sombrio à metáfora sobre a aids, passando pela trilha sonora e atuações perfeitas, fechando com perfeição, em um final enigmático.

OK. Podem atirar pedras, fãs das trilogias Senhor dos Anéis e Matrix.

Comentários

Renata disse…
Quanto a sair do cinema com uma tonelada nas costas, vou te lembrar de mais um, que nós dois saimos quase nos "arrastando" do cinema: PAIXÃO DE CRISTO! Lembrou?

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