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Filme: Anjos e Demônios

Angels & Demons
EUA, 2009 - 138 min
Suspense
Direção: Ron Howard
Elenco: Tom Hanks, Ewan McGregor, Ayelet Zurer, Stellan Skarsgård, Nikolaj Lie Kaas, Pierfrancesco Favino

Tem gente que se leva muito a sério.

Essa galera da crítica especializada que mete o pau no Dan Brown se enquadra nesta categoria.
O cara só objetiva entretenimento - dos bons - e não conversão espiritual dos seus (milhões de) leitores.

Deve ser porque ele escreve com extrema propriedade sobre temas de religião e história - além de táticas militares e novas tecnologias - que esses caras acreditem que ele deva ser um Dalai Lama, ou sei lá o quê.
Algo tipo, um supercompromisso com a realidade.

Esse ranço não me pega.
Dan Brown tem apenas 4 livros publicados, todos de alta vendagem: "Fortaleza Digital" e "Ponto de Impacto", ótimos, "O Código da Vinci" (já se falou muito sobre ele, então, dispensa comentários) e este "Anjos e Demônios", para mim, o melhor de todos.

A habilidade dele de criar tramas ultracomplexas unindo ficção com fatos e locais verídicos é sensacional.
A gente fica pensando como é que pode alguém conseguir encaixar tão perfeitamente tantos detalhes em uma história - além do trabalho de pesquisa bastante aprofundado que demonstra sempre.
O que algumas vezes no Código da Vinci parece meio forçado, não tem lugar em Anjos e Demônios.

Mas, o filme.

Bem, condensar 500 páginas em 140 min, obviamente não é tarefa fácil. Tem que se fazer opções. Ron Howard deixou um pouco de lado o desenvolvimento dos personagens para se focar na ação. O resultado é um filme de tirar o fôlego, que não para um segundo, mantendo, embora com algumas supressões e mudanças, os pontos-chave do livro.

Para quem não leu (corre atrás e vai ler, tchê!), a trama relaciona o Vaticano e a morte de um papa, o CERN (Conselho Europeu de Pesquisas Nucleares) e seu desenvolvimento de antimatéria, e o Illuminatti, uma antiga sociedade secreta.
Tudo isso em um enredo que só o QI de 320 de Robert Langdon pode resolver.

Para não ficar só nos elogios, não achei Ewan McGregor tão bem como de costume, atuando meio no piloto automático.

Mas triste mesmo fiquei com Vittoria Vetra - um nome que eu adoro, muita sonoridade.
Ayelet Zurer - que às vezes lembra a Glenda Koslowski, com boa vantagem para a segunda - parece meio perdida e deslocada. Embora, tenha perdido no texto do filme algumas nuances importantes do livro, não foi uma boa escolha para a personagem.

Para quem leu o livro, imaginando uma Monica Belucci interpretando a sensual italiana, foi meio broxante.

Mas isso são detalhes.
Uma baita pedida, principalmente na telona com uns 2 sacões de pipoca pra aguentar o pique do filme.

Nota: 9,0

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